terça-feira, 11 de maio de 2010

Universidade Luso-Afro-Brasileira será construída até fim do ano, afirma Lula



Objetivo da instituição será promover intercâmbio cultural e de estudantes com o continente africano

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 10, que até o final do ano a Universidade Luso-Afro-Brasileira (Unilab), cuja sede será na cidade de Redenção, no Ceará, começa a ser construída. Segundo Lula, paralelamente, está em fase de conclusão no Ministério da Defesa um estudo para a ampliação de voos do Brasil para países africanos. Segundo ele, esse aumento é fundamental para garantir a troca de experiências com a facilidade necessária.

Lula também prevê ampliação de voos do Brasil para os países africanos"Se não tiver voos para garantir o direito de ir e vir dos empresários, cientistas e empresários a gente não vai conseguir o desenvolvimento que queremos", afirmou o presidente, que participou da abertura da Reunião Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Itamaraty.

Lula comemorou a aprovação do projeto que cria a Unilab pelo Congresso. De acordo com o presidente, a universidade terá capacidade para 10 mil alunos. Um dos objetivos da instituição será promover o intercâmbio cultural e de estudantes com o Continente Africano e incentivar estudos que tenham como foco o desenvolvimento da ciência e tecnologia.

A cidade cearense de Redenção foi escolhida como sede da universidade por ter sido o primeiro local que promoveu a libertação dos escravos, em 1883. Bem-humorado, o presidente disse que o local foi escolhido para que os estudantes possam "olhar para a África", sem abandonar seus países.

Em relação aos voos do Brasil para a África, Lula disse que a ampliação é essencial, mas esbarra nas dificuldades das empresas áreas que "adoram ir para Paris e Londres" e outros locais na Europa. Segundo ele, quando ocorre a erupção de um vulcão, como o da Islândia, as empresas passam a operar utilizando outras rotas de voos.

"As empresas brasileiras só querem ir para Paris e Londres, mas não querem parar em um território africano. Agora com esse vulcão soltando fumaça preta para tudo que é lado, eles (os responsáveis pelas empresas áreas) estão parando em qualquer lugar com medo", reclamou o presidente.

10 de maio de 2010 | 15h 29
Agência Brasil

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